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25 de abril em Guimarães

O Arquivo Municipal Alfredo Pimenta assinala o mais importante marco histórico da conquista da liberdade e da democracia em Portugal,
através da divulgação de um conjunto de documentos que fazem parte das memórias arquivadas por esta instituição.

Documentário

Para assinalar o 25 de abril o AMAP disponibiliza o documentário “25 de Abril em Guimarães”, realizado pelo Cybercentro, em 2004, por ocasião do 30º aniversário da revolução de Abril.

Este documentário audiovisual, “PARA QUEM [NÃO] VIVEU ABRIL EM GUIMARÃES” procura contribuir para a preservação e valorização da memória coletiva vimaranense. Nunca é demais relembrar o que foi “Abril” assistindo aos testemunhos daqueles que viveram, na primeira pessoa, esta revolução.


É saber antigo que um regime forte, apoiado nas Forças Armadas, não pode ser derrubado senão na sequela de uma guerra perdida que destrua o Exército, ou por revolta do Exército”.
Adriano Moreira

1ª Comissão Administrativa

Assinalamos a comemoração do 46º aniversário do 25 de abril evocando aqueles que fizeram parte da Comissão Administrativa, nomeada para gerir o município de Guimarães, após o golpe militar.

A Comissão tomou posse a 15 de maio no Governo Civil de Braga.

Na primeira fotografia da esquerda para direita:

Bancário. Não teve atividade política ou associativa antes ou depois do mandato em que integrou a 1ª CA do Município.
Professor do ensino primário, residiu em Moreira de Cónegos. Foi escolhido pela sua experiência autárquica anterior, dado que foi Secretário da Junta de Moreira de Cónegos em 70/74, ainda no anterior regime, por “intrusão” democrática, dado que já militava na oposição. Não teve posteriormente atividade política. Faleceu nos anos 2000.
Empresário da Construção Civil, Licenciado em Sociologia pela Universidade do Minho. Foi Presidente do Rotary Clube e da Associação “Convívio” nos anos 1960, quando esta associação organizou as Festas Gualterianas. Integrou a Mesa da Santa Casa da Misericórdia em 1970. Nomeado Vice – Presidente da 1ª CA do Município, dirigiu a Repartição de Obras. Nos anos 1990/2000 foi Vice – Presidente da Sociedade Martins Sarmento, onde teve papel relevante na instalação do Museu da Cultura Castreja em Briteiros. Faleceu em 2014.
Advogado. Natural de Sande S. Martinho, estudou em Coimbra, onde integrou a Direção da Associação Académica (AAC) na crise de 1961. Veio advogar para Guimarães em 1964 e passou a militar na oposição democrática. Presidiu ao comício da CDE em 1969 no Teatro Jordão. Nomeado Presidente da 1ª CA do Município pelo MDP/CDE. Foi dirigente da Assembleia de Guimarães, ativista da Associação “Convívio”, e fundador da Cooperativa “O Povo de Guimarães”. Faleceu nos anos 1990.
Empresário. Militou na oposição democrática desde as “eleições” de 1965. Teve uma ampla atividade como dirigente associativo no Desportivo Francisco de Holanda, Vitória Sport Clube, “Convívio”, onde foi Presidente. Foi o principal impulsionador da fundação da Cooperativa “O Povo de Guimarães”. Faleceu nos anos 1990.
Empregado de escritório e Empresário. Iniciou-se na Juventude Católica e no Sindicato dos Escritórios, antes do 25 de Abril. Foi o único elemento da 1ª CA do Município que transitou para a 2ª, indicada pelo PS. Integrou assim o executivo municipal de Maio/74 a Dezembro/76. Em 78/79 foi eleito Presidente da Assembleia Municipal. Em 2005/2011 foi Chefe de Gabinete do Governador Civil, tendo exercido o cargo de Governador em substituição durante um pequeno período. Foi dirigente do Lyons Clube e é atualmente Provedor do Idoso.
Economista e empresário. Foi fundador da Assembleia de Guimarães e do PSD local, que representou na 1ª CA do Município. Demitiu-se antes da substituição dessa CA. Foi candidato a Presidente da Câmara em 1985 pelo PRD, não tendo sido eleito.


* Em baixo sentados vemos Manuel Caetano Martins, conhecido por Martins Chapeleiro (à esquerda), e Mariano Felgueiras (à direita), dois ilustres vimaranenses que fizeram parte da Comissão Municipal Republicana de Guimarães criada após a implantação da República, em 1910.
acta
Primeira ata da Comissão Administrativa empossada para gerir o município de Guimarães após o 25 de Abril
1974-05-20 / AMAP–10-16-9-16

Ver registo Ver imagem
1_comissao_1
Transição Democrática 1926/1974 / 1974-05-15 / AMAP – MF cx 27

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Tomada de posse da 1ª Comissão Administrativa / 1974-05-20 / AMAP – MF

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Tomada de posse da 1ª Comissão Administrativa / 1974-05-20 / AMAP – MF

Censura

Percebemos a importância da nossa voz quando somos silenciados.
Malala Yousazaif

Durante o Estado Novo, a censura esteve sempre presente em todas as atividades culturais. Na imprensa periódica (onde ficou conhecida por "lápis azul") suprimia, alterava, cortava palavras, expressões ou parágrafos inteiros, adiava ou impedia a saída de notícias.

A luta contra a censura foi feita através da imprensa escrita, em suplementos literários ou juvenis, nas tertúlias, na imprensa clandestina, mas só a Revolução de Abril de 1974 pôs fim à censura em Portugal.

Partilhamos alguns dos nossos documentos que foram alvo de censura:

censura_1

Provas tipográficas da revista Artes e Letras com cortes parciais do serviço de censura de Guimarães.
1966-05-29 / AMAP-7-44-15-4
censura_2

Provas Tipográficas das Notícias das Editoras Europa-América com cortes parciais do serviço de censura.
1967-04-09 / AMAP-7-44-15-4
censura_3

Jornal “República” visado pela censura.
1959-06-16 / AMAP – MF cx 3.106