Plantas do Convento de Santa Clara
O convento em honra de Santa de Clara foi instituído pelo mestre-escola Baltazar de Andrade, que tinha obtido umas casas, pardieiros e quintais, na rua de Santa Maria, para sua edificação, tendo sido lançado a sua primeira pedra em 1559.
A bula que autorizou a sua construção data de 11 de outubro do mesmo ano e deixou o padroado ao cuidado do mestre-escola e sua descendência.
A primeira abadessa foi Helena da Cruz e a segunda Francisca da Conceição, filhas de Baltazar de Andrade, que entraram no convento a 12 de agosto de 1562.
Nas décadas de 30 a 40 do século XVII o edifício teve grandes obras de beneficiação e ampliação.
Com a morte da última superiora, Antónia Amália da Ascensão, em 1891, o convento encerrou as portas e, por decreto de 19 de agosto de 1893, foi cedido à Colegiada da Nossa Senhora da Oliveira, que instalou o seminário da Nossa Senhora da Oliveira. Com o decreto de 16 de setembro de 1896 o seminário passou a Liceu Nacional, mudando de instalações na década de 50.
Em 1963 o convento alojou o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta e em 1968 teve obras de adaptação e restauro para se instalar os Paços do Concelho.
As plantas de 1891 são constituídas pela planta geral, do pavimento térreo, do primeiro e do segundo andar e das sobrelojas do Convento de Santa Clara e estão assinadas pelo condutor de 2ª classe de obras, António Martins Ferreira. A planta de 1956 representa o alçado principal do referido convento e está assinada pelo arquiteto lisboeta Luís Benavente.
Na fachada barroca do edifício destaca-se, ao centro, a escultura de Santa Clara.
Atualmente, o convento alberga os serviços da Câmara Municipal de Guimarães.